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Controle de constitucionalidade

ADI 129

Julgada em 07/02/1992, pelo Plenário. Relator: Francisco Rezek. Redação do acórdão: Celso de Mello. Origem: SP. Inteiro teor no STF (abre em nova aba)

O que foi decidido

Renovado o julgamento, o Tribunal, por votação unânime, não conheceu da ação por impossibilidade jurídica do pedido. Votou o Presidente. Relator para o acórdão o Min. Celso de Mello. Plenário, 07.02,92.

Normas citadas

Como o STF indexou. Citada não quer dizer questionada: a norma pode ser só um fundamento da decisão.

Como citar (ABNT)

BRASIL. Supremo Tribunal Federal (Tribunal Pleno). ADI 129. Relator: Min. Francisco Rezek, 7 de fevereiro de 1992. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/obterInteiroTeor.asp?numero=129&classe=ADI. Acesso em: 6 nov. 2026.

Ementa

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - IMPUGNAÇÃO DE LEI

PRE-CONSTITUCIONAL E DE ATO REGULAMENTAR EDITADO SOB A EGIDE DA NOVA

CONSTITUIÇÃO - INIDONEIDADE DO REGULAMENTO DE EXECUÇÃO PARA EFEITO DE

CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO - INCONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE DA

LEI - INOCORRENCIA - HIPÓTESE DE REVOGAÇÃO DO ATO HIERARQUICAMENTE

INFERIOR POR AUSÊNCIA DE RECEPÇÃO - IMPOSSIBILIDADE DE INSTAURAÇÃO DO

CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE - AÇÃO DIRETA NÃO

CONHECIDA.

- Regulamentos subordinados ou de execução supoem, para

efeito de sua edição, pelo Poder Público, a existência de lei a que

se achem vinculados. Falece-lhes, desse modo, a necessaria autonomia

jurídica para se qualificarem como atos normativos suscetiveis de

controle abstrato de constitucionalidade.

A regulamentação de lei pre-constitucional por ato estatal

editado sob a egide de novo ordenamento constitucional não basta para

autorizar, em sede de ação direta, o confronto da espécie legislativa

com a Constituição superveniente.

- A ação direta de inconstitucionalidade não se revela

instrumento juridicamente idoneo ao exame da legitimidade

constitucional de atos normativos do Poder Público que tenham sido

editados em momento anterior ao da vigencia da Constituição sob cuja

egide foi instaurado o controle normativo abstrato.

A fiscalização concentrada de constitucionalidade supoe a

necessaria existência de uma relação de contemporaneidade entre o ato

estatal impugnado e a Carta Politica sob cujo domínio normativo veio

ele a ser editado.

O entendimento de que leis pre-constitucionais não se

predispoem, vigente uma nova Constituição, a tutela jurisdicional de

constitucionalidade "in abstracto" - orientação jurisprudencial ja

consagrada no regime anterior (RTJ 95/980 - 95/993 - 99/544) - foi

reafirmado por esta Corte, em recentes pronunciamentos, na

perspectiva da Carta Federal de 1988.

- A incompatibilidade vertical superveniente de atos do

PODER Público, em face de um novo ordenamento constitucional, traduz

hipótese de pura e simples revogação dessas espécies juridicas, posto

que lhe são hierarquicamente inferiores.

O exame da revogação de leis ou atos normativos do Poder

Público constitui matéria absolutamente estranha a função

jurídico-processual da ação direta de inconstitucionalidade.