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Controle de constitucionalidade

ADI 3573

Julgada em 01/12/2005, pelo Plenário. Relator: Carlos Britto. Redação do acórdão: Eros Grau. Origem: DF. Inteiro teor no STF (abre em nova aba)

O que foi decidido

O Tribunal, por maioria, não conheceu da ação direta, vencidos os Senhores Ministros Carlos Britto (Relator), Joaquim Barbosa, Cezar Peluso e Marco Aurélio. Votou o Presidente, Ministro Nelson Jobim. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Eros Grau.

Normas citadas

Como o STF indexou. Citada não quer dizer questionada: a norma pode ser só um fundamento da decisão.

Como citar (ABNT)

BRASIL. Supremo Tribunal Federal (Tribunal Pleno). ADI 3573. Relator: Min. Carlos Britto, 1 de dezembro de 2005. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/obterInteiroTeor.asp?numero=3573&classe=ADI. Acesso em: 6 nov. 2026.

Ementa

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DECRETO LEGISLATIVO

N. 788, DE 2005, DO CONGRESSO NACIONAL. AUTORIZAÇÃO AO PODER

EXECUTIVO PARA IMPLEMENTAR O APROVEITAMENTO HIDROELÉTRICO BELO

MONTE NO TRECHO DO RIO XINGU, LOCALIZADO NO ESTADO DO PARÁ. ATO

CONCRETO. LEI-MEDIDA. AUSÊNCIA DE ABSTRAÇÃO E GENERALIDADE

NECESSÁRIOS AO CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONCENTRADO.

INVIABILIDADE DA AÇÃO DIRETA. ARTIGO 102, INCISO I, "a", DA

CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.

1. Compete ao Supremo Tribunal Federal

julgar originariamente a ação direta de inconstitucionalidade de

lei ou ato normativo federal ou estadual [artigo 102, I, "a",

CB/88]. Os atos normativos que se sujeitam ao controle de

constitucionalidade concentrado reclamam generalidade e

abstração.

2. Não cabe ação direta como via de impugnação de

lei-medida. A lei-medida é lei apenas em sentido formal, é lei

que não é norma jurídica dotada de generalidade e

abstração.

3. Ação direta de inconstitucionalidade não

conhecida.