ADI e Subsídio Mensal e Vitalício - 5
Julgamento de 12/09/2007. Informativo 479 (abre em nova aba)
Controle de constitucionalidade
Julgada em 12/09/2007, pelo Plenário. Relator: Cármen Lúcia. Origem: MS. Inteiro teor no STF (abre em nova aba)
O Tribunal, por maioria, julgou procedente a ação direta, vencido o Senhor Ministro Eros Grau, que a julgou improcedente em voto proferido na assentada anterior. Votou a Presidente, Ministra Ellen Gracie. Não votou o Senhor Ministro Menezes Direito por suceder ao Senhor Ministro Sepúlveda Pertence, que já proferira voto. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Eros Grau.
Julgamento de 12/09/2007. Informativo 479 (abre em nova aba)
Como o STF indexou. Citada não quer dizer questionada: a norma pode ser só um fundamento da decisão.
Constituição Federal
art. 1art. 5art. 25art. 37art. 39art. 40art. 56art. 59art. 169art. 195art. 201
BRASIL. Supremo Tribunal Federal (Tribunal Pleno). ADI 3853. Relator: Min. Cármen Lúcia, 12 de setembro de 2007. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/obterInteiroTeor.asp?numero=3853&classe=ADI. Acesso em: 5 nov. 2026.
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMENDA CONSTITUCIONAL
N. 35, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2006, DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE
MATO GROSSO DO SUL. ACRÉSCIMO DO ART. 29-A, CAPUT e §§ 1º, 2º E
3º, DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS GERAIS E TRANSITÓRIAS
DA CONSTITUIÇÃO SUL-MATO-GROSSENSE. INSTITUIÇÃO DE SUBSÍDIO
MENSAL E VITALÍCIO AOS EX-GOVERNADORES DAQUELE ESTADO, DE
NATUREZA IDÊNTICA AO PERCEBIDO PELO ATUAL CHEFE DO PODER
EXECUTIVO ESTADUAL. GARANTIA DE PENSÃO AO CÔNJUGE SUPÉRSTITE, NA
METADE DO VALOR PERCEBIDO EM VIDA PELO TITULAR.
1. Segundo a
nova redação acrescentada ao Ato das Disposições Constitucionais
Gerais e Transitórias da Constituição de Mato Grosso do Sul,
introduzida pela Emenda Constitucional n. 35/2006, os
ex-Governadores sul-mato-grossenses que exerceram mandato
integral, em 'caráter permanente', receberiam subsídio mensal e
vitalício, igual ao percebido pelo Governador do Estado. Previsão
de que esse benefício seria transferido ao cônjuge supérstite,
reduzido à metade do valor devido ao titular.
2. No vigente
ordenamento republicano e democrático brasileiro, os cargos
políticos de chefia do Poder Executivo não são exercidos nem
ocupados 'em caráter permanente', por serem os mandatos
temporários e seus ocupantes, transitórios.
3. Conquanto a
norma faça menção ao termo 'benefício', não se tem configurado
esse instituto de direito administrativo e previdenciário, que
requer atual e presente desempenho de cargo público.
4. Afronta
o equilíbrio federativo e os princípios da igualdade, da
impessoalidade, da moralidade pública e da responsabilidade dos
gastos públicos (arts. 1º, 5º, caput, 25, § 1º, 37, caput e inc.
XIII, 169, § 1º, inc. I e II, e 195, § 5º, da Constituição da
República).
5. Precedentes.
6. Ação direta de
inconstitucionalidade julgada procedente para declarar a
inconstitucionalidade do art. 29-A e seus parágrafos do Ato das
Disposições Constitucionais Gerais e Transitórias da Constituição
do Estado de Mato Grosso do Sul.